Testes a/b: otimização criativos e performance de anúncios
11 de novembro de 2025
POR IODO
Testes A/B e multivariados: a ciência por trás da otimização contínua de criativos

No dinâmico universo da publicidade digital, a otimização de criativos não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade estratégica. Especialistas em mídia paga e gerentes de campanhas enfrentam o desafio constante de maximizar o retorno sobre o investimento (ROI) em um cenário onde a atenção do consumidor é um recurso escasso. É aqui que os testes A/B e multivariados emergem como ferramentas indispensáveis, oferecendo uma abordagem científica para desvendar o que realmente ressoa com o público-alvo. Longe de serem meras adivinhações, esses métodos fornecem insights baseados em dados, permitindo decisões informadas que impulsionam a performance dos anúncios e a eficácia das campanhas. Compreender a fundo a mecânica, as aplicações e as melhores práticas desses testes é fundamental para qualquer profissional que busca excelência na otimização de criativos e na publicidade dinâmica.
Este artigo aprofundará na ciência por trás dos testes A/B e multivariados, explorando como eles podem ser aplicados para refinar criativos, otimizar a experiência do usuário e, em última instância, elevar a performance de suas campanhas de mídia paga a um novo patamar. Abordaremos desde os fundamentos conceituais até as metodologias avançadas, passando pelas ferramentas e estratégias que permitem uma otimização contínua e inteligente.
A fundação da otimização: entendendo testes A/B
Os testes A/B, também conhecidos como split tests, são a espinha dorsal de qualquer estratégia de otimização baseada em dados. Sua premissa é simples, mas seu poder é imenso: comparar duas versões de um mesmo elemento para determinar qual delas performa melhor em relação a um objetivo específico. No contexto de criativos de mídia paga, isso pode significar testar diferentes manchetes, imagens, chamadas para ação (CTAs) ou até mesmo formatos de anúncio.
O que são testes A/B e como funcionam?
Um teste A/B envolve a criação de duas versões (A e B) de um elemento. A versão A é geralmente a versão de controle (a original ou a que está atualmente em uso), enquanto a versão B é a variação (a nova ideia que se deseja testar). Uma parcela do tráfego ou da audiência é exposta aleatoriamente à versão A, e outra parcela, à versão B. O desempenho de ambas as versões é então medido e comparado usando métricas predefinidas, como taxa de cliques (CTR), taxa de conversão, custo por aquisição (CPA) ou engajamento.
O sucesso de um teste A/B reside na capacidade de isolar uma única variável. Ao alterar apenas um elemento por vez, é possível atribuir com confiança qualquer diferença de desempenho a essa mudança específica. Por exemplo, se você está testando duas imagens diferentes para um anúncio, mas mantém o texto e o CTA idênticos, qualquer variação na CTR pode ser atribuída à imagem. Essa metodologia garante que os resultados sejam claros e acionáveis, permitindo que os profissionais de marketing identifiquem os elementos mais eficazes.
Métricas de sucesso e significância estatística
Para que um teste A/B seja válido, é crucial definir métricas de sucesso claras e entender o conceito de significância estatística. As métricas devem estar alinhadas com os objetivos da campanha. Se o objetivo é gerar leads, a taxa de conversão de formulários pode ser a métrica principal. Se é aumentar o reconhecimento da marca, o tempo de visualização do vídeo ou a taxa de conclusão podem ser mais relevantes.
A significância estatística é o que nos diz se a diferença observada entre as versões A e B é real e não apenas resultado do acaso. Ela é expressa geralmente por um p-valor. Um p-valor baixo (tipicamente abaixo de 0,05) indica que a probabilidade de a diferença ser aleatória é pequena, sugerindo que a variação B é de fato superior (ou inferior) à A. O tamanho da amostra e a duração do teste são fatores críticos para alcançar a significância estatística. Testes com poucas impressões ou cliques podem levar a conclusões errôneas.
| Métrica | Descrição | Importância em Testes A/B |
|---|---|---|
| CTR (Click-Through Rate) | Percentual de usuários que clicam no anúncio após visualizá-lo. | Indica a atratividade do criativo e sua capacidade de gerar interesse inicial. |
| Taxa de Conversão | Percentual de usuários que realizam uma ação desejada (compra, cadastro, download). | Mede a eficácia do criativo em impulsionar objetivos de negócio. |
| CPA (Custo por Aquisição) | Custo médio para adquirir um cliente ou lead. | Avalia a eficiência do criativo em termos de custo-benefício. |
| Engajamento | Interações como curtidas, comentários, compartilhamentos, tempo de visualização. | Relevante para campanhas de branding e construção de comunidade. |
Aplicações em criativos de mídia paga
As aplicações dos testes A/B em criativos de mídia paga são vastas e abrangem diversos elementos:
- Manchetes e textos de anúncio: Testar diferentes abordagens, como urgência, benefício, pergunta ou humor, para ver qual gera mais cliques ou conversões.
- Imagens e vídeos: Comparar diferentes visuais, paletas de cores, modelos, cenários ou durações de vídeo para identificar os mais impactantes.
- Chamadas para ação (CTAs): Variar o texto do botão ("Compre agora", "Saiba mais", "Baixe grátis") ou sua cor para otimizar a taxa de cliques.
- Formatos de anúncio: Testar anúncios em carrossel versus imagem única, ou vídeo curto versus vídeo longo.
- Páginas de destino (Landing Pages): Embora não seja um criativo em si, a página de destino é parte integrante da experiência do anúncio e pode ser otimizada via testes A/B para melhorar a conversão.
Ao realizar testes A/B de forma sistemática, os profissionais de marketing podem construir um repositório de aprendizados sobre o que funciona melhor para suas audiências, refinando continuamente seus criativos e elevando a performance das campanhas.
Elevando a complexidade: testes multivariados
Enquanto os testes A/B são excelentes para isolar o impacto de uma única variável, a realidade dos criativos de mídia paga é muitas vezes mais complexa, com múltiplos elementos interagindo entre si. É nesse cenário que os testes multivariados se destacam, permitindo a avaliação simultânea de várias variáveis e suas interações.
Diferenças cruciais entre A/B e multivariado
A principal distinção entre testes A/B e multivariados reside no número de variáveis testadas e na capacidade de analisar suas interações. Em um teste A/B, você compara a versão A com a versão B, alterando apenas um elemento. Em um teste multivariado, você altera múltiplos elementos (por exemplo, manchete, imagem e CTA) e testa todas as combinações possíveis dessas variações.
Imagine um anúncio com 3 elementos: manchete (2 variações), imagem (2 variações) e CTA (2 variações). Um teste A/B testaria cada um desses elementos separadamente. Um teste multivariado testaria as 2x2x2 = 8 combinações possíveis. Isso permite não apenas identificar qual variação de cada elemento é a melhor, mas também descobrir quais combinações de elementos geram o melhor desempenho. Por exemplo, uma manchete específica pode performar excepcionalmente bem apenas quando combinada com uma imagem e um CTA específicos.
Quando utilizar testes multivariados?
Testes multivariados são particularmente úteis em cenários onde há um alto volume de tráfego e onde se acredita que múltiplos elementos de um criativo interagem entre si para influenciar o desempenho. Eles são ideais para:
- Otimização de criativos complexos: Anúncios com muitos componentes (texto, imagem, vídeo, elementos gráficos) onde a interação entre eles é crucial.
- Páginas de destino: Onde layout, texto, imagens, formulários e CTAs podem ser otimizados simultaneamente.
- Campanhas com grande volume de dados: A necessidade de testar muitas combinações exige um volume significativo de impressões e cliques para alcançar significância estatística.
- Busca por otimização máxima: Quando se deseja encontrar a combinação ótima de elementos, em vez de apenas o melhor desempenho de um elemento isolado.
Desafios e considerações práticas
Apesar de seu poder, testes multivariados apresentam desafios maiores do que os testes A/B.
- Complexidade: O planejamento e a execução são mais complexos, exigindo uma compreensão mais profunda de estatística e design experimental.
- Tempo e volume de dados: Como o número de combinações cresce exponencialmente com o número de variáveis e suas variações, é necessário um volume de tráfego muito maior e um período de tempo mais longo para que cada combinação receba tráfego suficiente para atingir significância estatística. Isso pode ser um impeditivo para campanhas com orçamentos limitados ou audiências pequenas.
- Análise de resultados: A interpretação dos resultados pode ser mais desafiadora, exigindo ferramentas de análise mais sofisticadas para identificar as interações significativas.
- Recursos: Pode demandar mais recursos em termos de tempo da equipe e ferramentas de software.
Para mitigar esses desafios, é comum começar com testes A/B para otimizar os elementos mais críticos e, em seguida, usar testes multivariados para refinar as combinações dos elementos que já se mostraram promissores.
Otimização de criativos na era da publicidade dinâmica
A publicidade dinâmica revolucionou a forma como os criativos são entregues, permitindo personalização em escala. Nesse contexto, testes A/B e multivariados se tornam ainda mais cruciais, pois alimentam os sistemas que geram anúncios personalizados em tempo real.
Publicidade dinâmica e personalização em escala
A publicidade dinâmica, ou Dynamic Creative Optimization (DCO), utiliza dados em tempo real sobre o usuário (comportamento, demografia, localização, histórico de navegação) para montar criativos de anúncio personalizados. Em vez de exibir um anúncio estático para todos, o DCO seleciona automaticamente os elementos mais relevantes (imagem, texto, CTA, preço) para cada indivíduo, aumentando a relevância e a probabilidade de conversão.
Os testes A/B e multivariados são a base para o DCO. Eles fornecem os insights sobre quais elementos e combinações funcionam melhor para diferentes segmentos de audiência. Os dados coletados de testes contínuos são usados para treinar os algoritmos de DCO, que então podem tomar decisões inteligentes sobre qual versão do criativo exibir para um determinado usuário. Isso cria um ciclo virtuoso de otimização: testes informam o DCO, que gera mais dados, que por sua vez informam novos testes.
Componentes de criativos testáveis
Praticamente qualquer componente de um criativo pode ser testado para otimização:
- Texto: Manchetes, descrições, chamadas para ação, legendas.
- Imagem: Produtos em diferentes ângulos, pessoas versus objetos, diferentes estilos visuais, uso de logotipos.
- Vídeo: Duração, trilha sonora, ritmo, mensagem principal, presença de pessoas, tipo de animação.
- Áudio: Em anúncios de áudio ou vídeo, testar diferentes vozes, músicas ou efeitos sonoros.
- Formato: Anúncios de imagem única, carrossel, vídeo, HTML5, anúncios responsivos.
- Elementos interativos: Em anúncios rich media, testar a funcionalidade e o design de elementos interativos.
A chave é ter uma biblioteca de ativos criativos variados e testá-los sistematicamente para entender o que impulsiona o engajamento e a conversão em diferentes contextos e para diferentes segmentos de público.
Ferramentas e plataformas para testes avançados
Diversas plataformas e ferramentas oferecem funcionalidades robustas para a execução de testes A/B e multivariados em criativos de mídia paga:
- Google Ads: Permite criar experimentos para testar variações de anúncios, lances, palavras-chave e outros elementos da campanha.
- Meta Ads (Facebook/Instagram): Oferece testes A/B nativos para comparar diferentes versões de anúncios, públicos, otimizações e posicionamentos.
- Plataformas de DCO (Dynamic Creative Optimization): Ferramentas como Ad-Lib.io, Smartly.io ou Jivox são especializadas em criar, testar e otimizar criativos dinâmicos em escala, integrando-se com as principais plataformas de anúncios.
- Ferramentas de teste de landing pages: Optimizely, VWO, Google Optimize (embora descontinuado, muitas funcionalidades foram incorporadas ao Google Analytics 4 e Google Ads) permitem testar elementos em páginas de destino, que são cruciais para a conversão pós-clique.
A escolha da ferramenta dependerá da complexidade dos testes, do volume de dados e da integração necessária com outras plataformas de marketing.
Metodologias avançadas e melhores práticas
A execução eficaz de testes A/B e multivariados vai além da simples configuração de um experimento. Requer uma abordagem estratégica e a adesão a melhores práticas para garantir resultados válidos e acionáveis.
Planejamento estratégico: definindo hipóteses claras
Todo teste deve começar com uma hipótese clara. Uma hipótese é uma declaração testável que prevê um resultado. Por exemplo: "Alterar o CTA de \'Saiba Mais\' para \'Compre Agora\' aumentará a taxa de cliques em 15% para o público X." Uma hipótese bem formulada inclui:
- O que será alterado: O CTA.
- Para quem: O público X.
- Qual será o impacto: Aumento da CTR.
- A magnitude esperada do impacto: 15%.
Definir hipóteses claras ajuda a focar o teste, a selecionar as métricas corretas e a interpretar os resultados de forma mais objetiva. Sem uma hipótese, é fácil cair na armadilha de testar por testar, sem um objetivo claro de aprendizado.
Segmentação e granularidade nos testes
Testar um criativo para toda a sua audiência pode não ser o suficiente. Diferentes segmentos de público podem reagir de maneiras distintas aos mesmos estímulos. Por isso, é fundamental considerar a segmentação nos testes.
- Segmentação demográfica: Testar criativos para diferentes faixas etárias, gêneros ou localizações geográficas.
- Segmentação comportamental: Testar criativos para usuários que já visitaram seu site, abandonaram o carrinho, ou demonstraram interesse em categorias específicas de produtos.
- Segmentação por canal/dispositivo: Um criativo que funciona bem no desktop pode não ter o mesmo desempenho no mobile, ou no Facebook versus Google Display Network.
A granularidade dos testes permite descobrir quais criativos ressoam com quais segmentos, possibilitando uma personalização ainda mais eficaz e um uso mais eficiente do orçamento de mídia.
A importância da iteração contínua e aprendizado
A otimização de criativos não é um evento único, mas um processo contínuo de aprendizado e iteração. Cada teste, seja ele bem-sucedido ou não, gera dados e insights valiosos.
- Documentação: Mantenha um registro detalhado de todos os testes realizados, incluindo hipóteses, variações, resultados, significância estatística e aprendizados. Isso cria uma base de conhecimento que pode ser consultada e utilizada em campanhas futuras.
- Iteração: Os resultados de um teste devem informar o próximo. Se um CTA específico performou melhor, teste variações desse CTA. Se uma imagem não funcionou, tente entender o porquê e teste uma abordagem diferente.
- Cultura da experimentação: Encoraje a equipe a pensar em hipóteses e a testar novas ideias constantemente. Uma cultura que valoriza a experimentação e o aprendizado contínuo é essencial para a inovação e a melhoria da performance.
Evitando armadilhas comuns
Para garantir a validade e a utilidade dos testes, é importante evitar algumas armadilhas comuns:
- Falsa significância: Parar um teste muito cedo, antes de atingir significância estatística, pode levar a conclusões errôneas. Deixe o teste rodar por tempo suficiente e com volume de dados adequado.
- Testes curtos: Testes muito curtos podem ser influenciados por fatores externos ou anomalias temporárias. Considere a sazonalidade e os ciclos de compra.
- Múltiplas variáveis simultâneas sem controle: Em testes A/B, altere apenas uma variável por vez. Em testes multivariados, certifique-se de que a metodologia permite isolar o impacto de cada variável e suas interações.
- Ignorar o contexto: Um criativo pode performar bem em um contexto, mas não em outro. Considere o canal, o posicionamento e o público ao interpretar os resultados.
- Não ter um objetivo claro: Sem um objetivo de negócio claro, os testes podem se tornar um exercício sem propósito.
| Erro Comum | Impacto | Como Evitar |
|---|---|---|
| Parar o teste cedo | Resultados não confiáveis, decisões equivocadas. | Utilize calculadoras de tamanho de amostra e monitore a significância estatística. |
| Testar muitas variáveis em A/B | Dificuldade em isolar o impacto de cada mudança. | Altere apenas um elemento por vez em testes A/B. |
| Não definir hipótese | Falta de foco, dificuldade na análise e aprendizado. | Comece cada teste com uma hipótese clara e mensurável. |
| Ignorar sazonalidade | Resultados distorcidos por fatores temporais. | Considere os ciclos de negócio e a duração adequada do teste. |
Estudo de caso: como grandes marcas utilizam testes para performance
Embora não possamos citar nomes específicos de marcas sem dados reais, podemos ilustrar como empresas líderes de mercado aplicam testes A/B e multivariados para otimizar seus criativos e impulsionar a performance.
Otimizando CTAs para e-commerce
Uma grande varejista online, por exemplo, notou que seus anúncios de retargeting tinham uma CTR decente, mas a taxa de conversão na página de produto era menor do que o esperado. A hipótese era que o CTA nos anúncios não estava alinhado com a intenção de compra do usuário.
Eles configuraram um teste A/B para comparar três CTAs:* Controle: "Saiba Mais"* Variação 1: "Compre Agora"* Variação 2: "Adicionar ao Carrinho"
Após um período de teste com volume de tráfego significativo, a "Variação 2: Adicionar ao Carrinho" demonstrou um aumento de 18% na taxa de conversão e uma redução de 12% no CPA, em comparação com o controle. O aprendizado foi que, para usuários em retargeting que já demonstraram interesse no produto, um CTA mais direto para a ação de compra era mais eficaz.
Testando formatos de vídeo para branding
Uma empresa de tecnologia que buscava aumentar o reconhecimento da marca e o engajamento com seu novo produto lançou uma campanha de vídeo. Eles tinham duas versões de um vídeo: uma versão curta e dinâmica (15 segundos) e uma versão mais longa e explicativa (60 segundos).
Configuraram um teste multivariado para avaliar não apenas a duração do vídeo, mas também a música de fundo (otimista vs. neutra) e a mensagem final (foco no benefício vs. foco na inovação).
Os resultados mostraram que a versão curta do vídeo, combinada com a música otimista e a mensagem de benefício, gerou o maior engajamento (tempo de visualização e compartilhamentos) para o público mais jovem. Para um público mais técnico, a versão mais longa com foco em inovação teve melhor desempenho. Esse teste permitiu à marca adaptar sua estratégia de vídeo para diferentes segmentos de audiência, otimizando o impacto da campanha de branding.
O futuro da otimização de criativos: IA e automação
O campo da otimização de criativos está em constante evolução, com a inteligência artificial (IA) e a automação desempenhando um papel cada vez mais central.
O papel da inteligência artificial na análise de dados
A IA já está transformando a forma como analisamos os dados de testes. Algoritmos de aprendizado de máquina podem identificar padrões e correlações em grandes volumes de dados que seriam impossíveis para um ser humano processar. Eles podem prever quais elementos de criativos terão melhor desempenho para segmentos específicos de audiência, acelerando o processo de otimização.
Além disso, a IA pode ajudar a identificar a significância estatística de forma mais eficiente e a sugerir novas hipóteses de teste com base nos resultados anteriores, tornando o ciclo de otimização mais inteligente e autônomo.
Automação de testes e personalização em tempo real
A automação, impulsionada pela IA, permite a execução de testes em uma escala e velocidade sem precedentes. Plataformas de DCO com IA podem criar e testar milhares de variações de criativos automaticamente, em tempo real, otimizando a entrega para cada usuário individual. Isso significa que, em vez de esperar por testes manuais, os anúncios estão sendo otimizados continuamente, maximizando a performance a cada impressão.
A personalização em tempo real não é mais um luxo, mas uma expectativa do consumidor. A IA e a automação são as chaves para atender a essa expectativa, entregando mensagens altamente relevantes no momento certo.
Desafios éticos e de privacidade
Com o avanço da IA e da personalização, surgem importantes desafios éticos e de privacidade. A coleta e o uso de dados para otimização de criativos devem ser transparentes e respeitar a privacidade do usuário. Regulamentações como a LGPD no Brasil e a GDPR na Europa impõem limites rigorosos sobre como os dados podem ser coletados e utilizados.
Os profissionais de marketing devem estar cientes dessas regulamentações e garantir que suas estratégias de teste e personalização estejam em conformidade, construindo a confiança do consumidor.
Próximos passos para o especialista em mídia paga
A otimização de criativos através de testes A/B e multivariados é uma jornada contínua que exige dedicação, curiosidade e uma mentalidade orientada a dados. Para o especialista em mídia paga e o gerente de campanhas, dominar essas técnicas é fundamental para se destacar no mercado.
Comece pequeno, pense grande
Não é preciso começar com testes multivariados complexos. Inicie com testes A/B simples em elementos de alto impacto, como manchetes ou CTAs. À medida que você ganha experiência e confiança, e à medida que suas campanhas geram mais dados, você pode escalar para testes mais sofisticados. O importante é começar a testar.
Invista em conhecimento e ferramentas
Mantenha-se atualizado sobre as últimas tendências em otimização, IA e publicidade dinâmica. Invista em treinamentos e certificações. Explore as funcionalidades de teste das plataformas de anúncios que você utiliza e considere a adoção de ferramentas especializadas em DCO e otimização de experiência. O conhecimento e as ferramentas certas são seus maiores aliados.
A cultura da experimentação
Por fim, cultive uma cultura de experimentação em sua equipe e organização. Encoraje a formulação de hipóteses, a realização de testes e o aprendizado com os resultados. Celebre os sucessos, mas também aprenda com os fracassos. É através da experimentação contínua que a verdadeira inovação e a otimização de longo prazo são alcançadas. Ao abraçar a ciência por trás da otimização contínua de criativos, você não apenas melhorará a performance de suas campanhas, mas também se posicionará como um líder no campo da mídia paga.
FAQ
Qual a principal distinção entre Testes A/B e Testes Multivariados na otimização de criativos e quando cada um é mais indicado?
Testes A/B comparam duas versões (A vs. B) de um único elemento criativo (ex: headline, imagem) para identificar qual performa melhor. Testes Multivariados avaliam múltiplas combinações de vários elementos criativos simultaneamente (ex: headline A + imagem X + CTA 1 vs. headline B + imagem Y + CTA 2), revelando a interação entre eles. Testes A/B são ideais para otimizações rápidas e focadas em um único ponto, enquanto Testes Multivariados são indicados para otimização complexa de criativos com muitos componentes, buscando a combinação ideal.
Como a otimização contínua de criativos via testes impacta diretamente o ROI e a performance de campanhas de mídia paga?
A otimização contínua de criativos identifica os elementos de maior performance, resultando em taxas de clique (CTR) e conversão (CVR) mais elevadas, além de maior engajamento. Isso leva a um menor custo por aquisição (CPA) e um maior retorno sobre o investimento em publicidade (ROAS), otimizando o orçamento e maximizando a eficácia geral da campanha ao direcionar recursos para os criativos mais eficientes.
De que forma a Publicidade Dinâmica de Criativos (DCO) se integra e potencializa os resultados dos testes A/B e multivariados?
A DCO utiliza os insights e as combinações vencedoras identificadas nos testes A/B e multivariados para gerar e veicular automaticamente variações de criativos personalizadas para diferentes segmentos de público em tempo real. Isso permite escalar a personalização e a otimização, aplicando de forma dinâmica e eficiente as aprendizagens dos testes, garantindo que o público certo veja a mensagem mais relevante.
Quais métricas são cruciais para avaliar a performance de criativos em testes A/B e multivariados, além do CTR e CVR?
Além de CTR e CVR, métricas como Custo por Resultado (CPL, CPA, CPI), ROAS, taxa de visualização e conclusão de vídeo, tempo de engajamento, taxa de rejeição na landing page e o valor de vida útil do cliente (LTV) são vitais. Elas fornecem uma visão holística do impacto do criativo na jornada do usuário e nos objetivos de negócio.
Quais são os principais desafios técnicos e operacionais ao implementar uma estratégia robusta de testes A/B e multivariados para criativos em larga escala?
Os desafios incluem a necessidade de volume de tráfego suficiente para atingir significância estatística, a complexidade na gestão e organização de múltiplas variações de criativos, a garantia de consistência na segmentação e atribuição, a interpretação correta dos dados e a integração com plataformas de DCO e automação de campanhas.
Por que a significância estatística é um fator crítico na validação dos resultados de testes de criativos e como ela deve ser considerada?
A significância estatística é crucial porque garante que a diferença de performance observada entre as variações dos criativos não é resultado do acaso, mas sim de uma mudança real e mensurável. Ignorá-la pode levar a decisões baseadas em ruído, implementando otimizações que não trarão o impacto esperado. É comum buscar um nível de confiança de 95% ou 99% para validar os resultados.
Como a mentalidade de "otimização contínua" se aplica à estratégia de testes de criativos e qual o papel da iteração nesse processo?
A otimização contínua é um ciclo iterativo de testar, analisar, aprender e implementar. Cada teste de criativo gera insights que informam a próxima hipótese a ser testada, garantindo que os criativos estejam sempre evoluindo e se adaptando às preferências do público, às tendências de mercado e aos objetivos da campanha. A iteração constante é fundamental para manter a relevância e maximizar a performance a longo prazo.
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Atualizada em Novembro/2020.